A DUIMP — Declaração Única de Importação — representa uma das maiores transformações no comércio exterior brasileiro dos últimos anos. Criada no âmbito do Programa Radar e do Portal Único do Comércio Exterior, a DUIMP substitui gradualmente a tradicional DI (Declaração de Importação) com um objetivo central: tornar o processo de importação mais ágil, digital e integrado.
Para o despachante aduaneiro, essa mudança não é apenas uma atualização de formulário. É uma revisão profunda do fluxo de trabalho.
O que é a DUIMP e por que ela importa
A DUIMP integra o Catálogo de Produtos da Receita Federal ao processo declaratório. Isso significa que, antes de registrar a declaração, o importador (ou seu despachante) precisa ter os produtos cadastrados no Catálogo — com atributos técnicos, classificação fiscal e dados comerciais.
Na prática, isso muda o modelo de trabalho em pontos cruciais:
Antecipação das informações: diferentemente da DI, onde boa parte dos dados era inserida no momento do registro, a DUIMP exige que as informações estejam organizadas antes da chegada da carga. Isso demanda planejamento e organização mais rigorosos.
Gestão do Catálogo de Produtos: manter o catálogo atualizado com os produtos dos clientes passa a ser uma tarefa recorrente — e quem não tiver um sistema que facilite isso sentirá o impacto na produtividade.
Novos fluxos de parametrização: a seleção para canais de conferência no contexto da DUIMP segue critérios que também precisam ser monitorados e registrados sistematicamente.
Integração com outros órgãos anuentes: o Portal Único centraliza a comunicação com diferentes órgãos (Anvisa, Mapa, INMETRO, etc.), e o despachante precisa de um sistema que acompanhe esses fluxos de forma integrada.
Como se preparar para a DUIMP: o que as empresas líderes já estão fazendo
Os despachantes que estão saindo na frente nessa transição compartilham algumas práticas:
1. Organização antecipada do catálogo de produtos dos clientes Levantar os produtos de cada cliente, validar NCMs, registrar atributos técnicos — isso precisa acontecer antes do processo, não às pressas no momento da chegada da carga.
2. Adoção de um sistema integrado ao Siscomex e ao Portal Único Trabalhar com um sistema que já esteja preparado para operar com DUIMP, com atualização das funcionalidades acompanhando as mudanças da Receita Federal, é fundamental. Improvisar com planilhas nesse contexto é inviável.
3. Capacitação da equipe A lógica de trabalho muda. Treinar os operadores para o novo fluxo, com um sistema que guie o processo passo a passo, reduz erros na fase de transição.
4. Revisão de prazos e SLAs com clientes Com a DUIMP, o prazo de preparação pré-chegada aumenta. É importante renegociar expectativas com os clientes e deixar claro o que muda no processo de atendimento.
iData 360 e a DUIMP: tecnologia pronta para o novo modelo
O iData 360 já contempla as funcionalidades necessárias para a operação com DUIMP, incluindo integração com o Catálogo de Produtos, acompanhamento do fluxo declaratório e atualização contínua conforme as normas da Receita Federal evoluem.
Para o despachante, isso significa ter a segurança de que o sistema vai acompanhar as mudanças regulatórias — sem precisar trocar de ferramenta a cada nova exigência.
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